A arquitetura invisível por trás do seu voto pode explicar por que duas pessoas inteligentes olham para o mesmo candidato e enxergam realidades completamente diferentes.
📚 IMD — Inteligência Multidimensional aplicada ao comportamento eleitoral
✍️ Por Ahlex Van der All
📅 2026 | Artigo autoral
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Você já discutiu política com alguém e terminou a conversa pensando:
“Não é possível. Essa pessoa não enxerga o óbvio.”
Provavelmente ela terminou a mesma conversa pensando exatamente a mesma coisa sobre você.
E esse é o primeiro problema.
Nós quase sempre acreditamos que o irracional é o outro.
O fanático é o outro.
O manipulado é o outro.
O emocionado é o outro.
Nós?
Nós analisamos os fatos.
🤔 Será?
Em 2022, mais de 118 milhões de brasileiros deram votos válidos no segundo turno da eleição presidencial.
Lula recebeu 50,90%.
Bolsonaro, 49,10%.
Uma diferença pequena diante de um universo gigantesco de eleitores.
Agora pense:
Será razoável imaginar que aproximadamente 60 milhões de pessoas votaram em Lula pela mesma razão?
E que outros 58 milhões escolheram Bolsonaro pelo mesmo motivo?
Evidentemente, não.
Um empresário pode votar pensando em impostos.
Um trabalhador, no emprego.
Um religioso, em valores.
Uma mãe, na escola dos filhos.
Um investidor, no patrimônio.
Um desempregado, na oportunidade.
Um agricultor, na atividade econômica.
E outro eleitor pode simplesmente pensar:
“Não quero aquele outro de jeito nenhum.”
Mesmo voto.
Motivações completamente diferentes.
É exatamente aqui que entra uma hipótese que venho desenvolvendo a partir do IMD — Inteligência Multidimensional, aplicada ao comportamento eleitoral.
E ela começa com uma pergunta muito mais interessante do que:
“Em quem você vota?”
🎯 O que acontece dentro de você antes de decidir em quem votar?
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🧠 VOCÊ PODE NÃO SER TÃO RACIONAL QUANTO IMAGINA
Vamos fazer um exercício.
Um candidato apresenta bons números.
Você reconhece que algumas realizações foram importantes.
Mas não gosta dele.
Outro candidato possui resultados que você considera piores.
Mas representa valores que considera fundamentais.
Em quem você vota?
Agora complicou.
Vamos trazer isso para o mundo empresarial.
Imagine três executivos discutindo uma demissão coletiva.
O primeiro abre a planilha:
“Se não reduzirmos 100 posições, comprometemos a sobrevivência da empresa.”
O segundo responde:
“Estamos falando de 100 famílias. Precisamos encontrar outra solução.”
O terceiro diz:
“Enquanto estamos discutindo, nosso concorrente está nos destruindo. Ou reagimos agora ou seremos engolidos.”
Três executivos.
Mesmos números.
Mesma empresa.
Mesmo problema.
Três maneiras diferentes de processá-lo.
Agora troque “empresa” por “Brasil”.
É aqui que começam os três grandes motores de tomada de decisão que proponho no IMD aplicado ao comportamento eleitoral.
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🔵 MOTOR 1 — RACIONAL
A pergunta dele é:
“O que funciona?”
Quer resultados.
Histórico.
Indicadores.
Realizações.
Consequências.
Custo-benefício.
Esse eleitor pode dizer:
“Não quero saber se gosto do candidato. Quero saber o que ele fez.”
“Qual foi o resultado?”
“Quanto custou?”
“Qual é o projeto?”
“Qual impacto terá sobre minha empresa?”
“Qual impacto terá sobre a população?”
Isso não significa ser de direita.
Nem de esquerda.
Um empresário pode racionalmente priorizar redução de impostos.
Outro eleitor pode racionalmente priorizar redução da desigualdade.
Um pode avaliar segurança.
Outro, educação.
Outro, infraestrutura.
O motor continua sendo racional.
O objeto da racionalidade pode ser completamente diferente.
⚠️ Mas aqui aparece a primeira antítese:
Quem disse que o racional está necessariamente certo?
O racional também pode selecionar os números que lhe interessam.
Pode escolher períodos convenientes.
Pode procurar somente informações que confirmem aquilo em que já acredita.
Pode construir uma argumentação aparentemente perfeita para justificar uma conclusão que, no fundo, já havia tomado.
Portanto:
Usar números não torna automaticamente alguém imparcial.
Às vezes racionalizamos aquilo em que já queríamos acreditar.
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❤️ MOTOR 2 — EMOCIONAL-AFETIVO
Agora encontramos outro eleitor.
“Eu gosto dele.”
“Ela me representa.”
“Ele sabe o que o povo passa.”
“Eu confio nela.”
“Minha família melhorou naquele período.”
“Esse candidato fala comigo.”
Aqui aparecem:
❤️ esperança
🤝 empatia
🫂 pertencimento
💭 memória
🙏 confiança
✨ identificação
E antes que alguém conclua:
“Então esse é o eleitor menos inteligente…”
Não.
Essa é justamente a antítese.
Um PhD pode votar emocionalmente.
Um presidente de multinacional pode decidir emocionalmente.
Um cientista pode desenvolver identificação afetiva com um candidato.
E alguém com pouca escolaridade formal pode fazer uma análise extremamente racional da própria situação.
Escolaridade e motor decisório não são a mesma coisa.
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🔥 MOTOR 3 — VISCERAL-CONFRONTACIONAL
Agora muda a conversa.
Esse eleitor não pergunta apenas:
“Qual candidato é melhor?”
Ele pergunta:
“O que acontece se o outro ganhar?”
É o:
“Se esse cara ganhar, acabou.”
“Se esse grupo voltar, estamos ferrados.”
“Vão acabar com o país.”
“Vamos virar comunistas.”
“Vão destruir nossos valores.”
“Vão acabar com minha empresa.”
“Precisamos tirar esse pessoal de lá.”
Aqui a política deixa de ser apenas uma escolha administrativa.
⚔️ Ela começa a parecer uma batalha.
Meu candidato não precisa apenas ganhar.
O seu precisa perder.
E cuidado com uma conclusão fácil:
isso não pertence exclusivamente à direita ou à esquerda.
O confrontacional pode aparecer em qualquer grupo.
Um bolsonarista pode votar prioritariamente para impedir o PT.
Um petista pode votar prioritariamente para impedir Bolsonaro.
Os objetos políticos são opostos.
O motor pode ser semelhante.
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🏓 O PING-PONG DA DECISÃO
Agora vem uma das partes mais interessantes do modelo.
Nós não precisamos permanecer no mesmo motor.
Imagine um investidor da Faria Lima.
Ele começa:
“Qual cenário político acredito que será melhor para meus investimentos?”
🧠 Racional.
Analisa impostos.
Juros.
Mercado.
Risco fiscal.
Regulação.
Até que conclui:
“Se determinado candidato ganhar, acredito que meus investimentos serão prejudicados.”
Então aparece:
“Posso perder meu dinheiro.”
Perceba a mudança.
Saiu de:
“Qual alternativa oferece melhores resultados?”
para:
“Preciso impedir que isso aconteça.”
🧠 Racional → 🔥 Confrontacional.
O primeiro motor abriu a decisão.
O segundo pode fechá-la.
Agora imagine outra pessoa:
“Essa política pública custa X e beneficia Y pessoas.”
🧠 Racional.
Depois:
“Se ela acabar, milhares de famílias poderão sofrer.”
E finalmente:
“Eu não consigo aceitar ver essas pessoas passando por isso.”
🧠 Racional → ❤️ Emocional.
Esse movimento pode acontecer várias vezes.
É o que chamo de:
🏓 PING-PONG DECISÓRIO.
Razão chama emoção.
Emoção pode chamar medo.
Medo pode chamar confronto.
Confronto pode procurar argumentos racionais.
E assim continuamos.
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🎚️ QUANTO MAIS FORTE UM MOTOR, MENOS OS OUTROS PARTICIPAM
Imagine três controles de volume:
🧠 RACIONAL
❤️ EMOCIONAL
🔥 VISCERAL-CONFRONTACIONAL
Eles não precisam estar na mesma intensidade.
A hipótese do modelo é:
Quanto maior a predominância de um motor, menor tende a ser a participação relativa dos demais naquela decisão.
Algumas pessoas apresentam enorme predominância emocional.
Outras, racional.
Outras, confrontacional.
Isso talvez ajude a explicar uma frase que todo mundo já pronunciou:
“Não adianta conversar com essa pessoa.”
Talvez você esteja apresentando estatísticas para alguém cuja decisão está ligada à identidade.
Talvez esteja usando emoção com alguém que exige resultados.
Ou argumentos racionais com alguém que acredita estar enfrentando uma ameaça.
Vocês falam a mesma língua.
Mas podem estar usando linguagens decisórias diferentes.
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🧩 MAS POR QUE SOMOS ASSIM?
Aqui precisamos voltar no tempo.
Ninguém começa a existir politicamente aos 18 anos.
Quando você recebeu seu primeiro título de eleitor, muita coisa já havia acontecido.
No IMD, podemos organizar isso em quatro grandes matrizes formativas.
🧬 1. BIOLÓGICA/GENÉTICA
Nós não nascemos idênticos.
Existem diferenças individuais e predisposições temperamentais.
Isso não significa que exista gene de esquerda, direita, Lula ou Bolsonaro.
A biologia é parte do terreno inicial.
Não é o destino.
🧠 2. PSICOLÓGICA
Depois vem sua história.
Como você aprendeu a lidar com:
autoridade?
medo?
punição?
recompensa?
rejeição?
reconhecimento?
segurança?
pertencimento?
Antes de aprender política, você já começou a aprender como o mundo funciona.
👥 3. SOCIAL
Depois entra o ambiente.
Família.
Escola.
Amigos.
Empresa.
Igreja.
Universidade.
Sindicato.
WhatsApp.
Instagram.
YouTube.
TikTok.
Televisão.
Uma ideia aparece uma vez.
Depois dez.
Depois cem.
Depois duzentas.
Principalmente dentro do seu próprio grupo.
Em algum momento, aquilo pode deixar de parecer uma interpretação.
Passa a parecer:
“A verdade.”
🙏 4. ESPIRITUAL/TRANSCENDENTE
Para milhões de pessoas existe algo além da dimensão material.
Deus.
Fé.
Propósito.
Espiritualidade.
Pecado.
Salvação.
Missão.
Vida após a morte.
Princípios transcendentes.
Não precisamos discutir aqui se determinada crença está certa ou errada.
Para compreender comportamento basta reconhecer:
Aquilo em que uma pessoa acredita profundamente participa daquilo que ela decide.
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🎯 MAS AFINAL, O QUE VOCÊ ESTÁ TENTANDO PROTEGER?
Agora sabemos um pouco sobre:
de onde pode vir nossa maneira de enxergar o mundo
e
como podemos tomar decisões.
Mas falta uma pergunta:
O que realmente importa para você?
Aqui entram os seis grandes valores associados à teoria de Eduard Spranger:
📚 TEÓRICO
Conhecimento. Verdade. Explicação.
💰 ECONÔMICO
Resultado. Utilidade. Recursos. Retorno.
🎨 ESTÉTICO
Harmonia. Equilíbrio. Qualidade da experiência.
🤝 SOCIAL
Pessoas. Relações. Bem-estar. Contribuição.
👑 POLÍTICO
Influência. Liderança. Poder. Capacidade de determinar caminhos.
🙏 RELIGIOSO
Propósito. Princípios. Transcendência. Significado.
Agora começa a aparecer algo fascinante:
3 motores × 6 motivadores = 18 combinações-base.
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🗳️ DUAS PESSOAS PODEM VOTAR IGUAL POR MOTIVOS COMPLETAMENTE DIFERENTES
Voltemos a 2022.
Lula recebeu cerca de 60,3 milhões de votos no segundo turno.
Bolsonaro, cerca de 58,2 milhões.
Pegue dois votos em Bolsonaro.
Um empresário poderia pensar:
“Considero a política econômica desse campo mais favorável aos meus negócios.”
🧠 Racional + 💰 Econômico.
Outro:
“Minha prioridade é impedir a volta do PT.”
🔥 Confrontacional + 👑 Político.
Mesmo voto.
Arquiteturas diferentes.
Agora dois votos em Lula.
Um eleitor poderia dizer:
“Considero que determinadas políticas públicas produzem melhores resultados sociais.”
🧠 Racional + 🤝 Social.
Outro:
“Minha família viveu melhor naquele período e quero aquela sensação de volta.”
❤️ Emocional + 💰 Econômico.
Mesmo número apertado na urna.
Caminhos completamente diferentes.
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🏛️ E QUANDO SAÍMOS DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL?
Em São Paulo, em 2022, Tarcísio de Freitas venceu Fernando Haddad na disputa pelo governo estadual.
Um eleitor poderia escolher Tarcísio por infraestrutura.
Outro pela proximidade com Bolsonaro.
Outro por rejeição ao PT.
Do outro lado, alguém poderia escolher Haddad por avaliação administrativa.
Outro por prioridades sociais.
Outro simplesmente para impedir a vitória do campo bolsonarista.
A urna registra:
Tarcísio ou Haddad.
O IMD pergunta:
Qual caminho levou você até aquele botão?
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🏘️ E NA CIDADE PEQUENA?
Talvez fique ainda mais fácil enxergar.
O candidato não é alguém distante na televisão.
É:
“o médico que atendeu minha mãe.”
“o prefeito que asfaltou minha rua.”
“o empresário que emprega meu primo.”
“a família que governa a cidade há décadas.”
“o candidato da minha igreja.”
“o sujeito que brigou com meu pai.”
“aquele grupo que eu não quero mais na prefeitura.”
Agora veja:
“Ele fez a ponte.”
🧠 Racional.
“Conheço essa família há 30 anos.”
❤️ Emocional.
“Qualquer um, menos aquele grupo novamente.”
🔥 Confrontacional.
Mudou a eleição.
Mudou o tamanho da cidade.
O ser humano continua sendo ser humano.
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⚠️ AGORA VEM A PARTE DESCONFORTÁVEL
Até aqui você provavelmente pensou em alguém.
Seu pai.
Seu irmão.
Seu cunhado.
Seu chefe.
Seu funcionário.
Seu amigo bolsonarista.
Seu amigo petista.
Aquele grupo de WhatsApp.
E talvez tenha pensado:
“É exatamente isso que acontece com eles.”
Ótimo.
Agora esqueça todos eles.
Pense em você.
Quando aparece uma notícia ruim sobre o candidato de quem você gosta, qual é sua primeira reação?
“Vou verificar.”
Ou:
“Isso deve ser mentira.”
E quando aparece uma notícia ruim sobre o candidato que você detesta?
Você verifica com o mesmo rigor?
Ou pensa imediatamente:
“Eu sabia!”
Quando seu candidato muda de posição, você chama de estratégia?
Quando o adversário muda, chama de oportunismo?
Quando seu candidato erra, você contextualiza?
Quando o outro erra, você condena?
Talvez exista uma verdade desconfortável aqui:
Somos excelentes em encontrar vieses nos outros.
Nos nossos?
Nem tanto.
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🪞 AGORA FAÇA O TESTE MAIS DIFÍCIL
Esqueça por alguns segundos:
Lula.
Bolsonaro.
Tarcísio.
Haddad.
Boulos.
Nunes.
Esquerda.
Direita.
Pergunte:
O que precisaria acontecer para eu mudar meu voto?
Uma crise econômica?
Corrupção?
Uma excelente gestão?
Desemprego?
Uma decisão contra seus valores?
Uma política pública extraordinariamente bem-sucedida?
Uma mudança na sua situação financeira?
Uma experiência pessoal?
O sofrimento de alguém próximo?
Uma questão religiosa?
Existe alguma coisa capaz de fazer você reconsiderar?
Agora vem a pergunta realmente desconfortável:
🔥 E se sua resposta for “NADA”?
Nada que seu candidato faça mudaria seu voto?
Nenhum resultado?
Nenhuma evidência?
Nenhuma contradição?
Nenhuma consequência?
Então talvez você tenha acabado de descobrir algo importante.
Talvez sua relação com aquele candidato tenha deixado de ser apenas uma escolha política.
Ela pode ter se tornado parte da sua identidade.
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🧠 A ARQUITETURA INVISÍVEL DO VOTO
Essa é a proposta inicial do IMD aplicado ao comportamento eleitoral.
Antes da decisão existem quatro grandes matrizes:
🧬 Biológica/Genética
🧠 Psicológica
👥 Social
🙏 Espiritual/Transcendente
Depois aparecem três motores:
🧠 Racional
❤️ Emocional-Afetivo
🔥 Visceral-Confrontacional
Eles podem fazer um verdadeiro ping-pong decisório.
E quanto maior a predominância de um deles, menor tende a ser a participação relativa dos outros naquela decisão.
Depois entram seis orientações de valor:
📚 Teórico
💰 Econômico
🎨 Estético
🤝 Social
👑 Político
🙏 Religioso
É no encontro dessas dimensões que proponho procurar aquilo que a urna não consegue mostrar:
o caminho humano que produziu aquele voto.
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💭 TALVEZ ESTEJAMOS FAZENDO A PERGUNTA ERRADA
“Como alguém consegue votar nesse cara?”
Talvez exista uma pergunta muito mais interessante:
“O que essa pessoa enxerga nesse candidato que eu não enxergo?”
E depois uma pergunta muito mais difícil:
“O que eu enxergo no meu candidato que talvez outra pessoa não enxergue?”
Compreender não significa concordar.
Compreender não significa justificar.
Compreender não significa abandonar seus valores.
Significa reconhecer que o ser humano que chega à urna é muito maior do que o número que aperta nela.
Então, antes de chamar alguém de fanático, manipulado, ignorante ou irracional por causa do voto, experimente três perguntas:
1️⃣ Como essa pessoa está decidindo?
2️⃣ O que ela acredita estar protegendo?
3️⃣ E eu? Estou decidindo de maneira tão diferente assim?
Porque existe uma possibilidade bastante incômoda:
Talvez o eleitor que você menos compreende seja justamente aquele que consegue revelar alguma coisa sobre você.
A urna registra em quem você votou.
🧠 O IMD quer compreender por quê.
E agora deixo duas perguntas para você:
Quando você vota, quem assume primeiro o controle?
🧠 O racional?
❤️ O emocional?
🔥 Ou o confrontacional?
E a mais difícil:
O que faria você mudar de ideia?
✍️ Ahlex Van der All
Cientista Comportamental | Estrategista de Pessoas | Diretor-Geral do Grupo AVDA / All Corporate
Criador do IMD 3.0 — Inteligência Multidimensional
🎓 Pós-graduado em Neuropsicologia | MBA em Business Intelligence | MBA em Liderança e Gestão de Projetos | MBA em DHO e Gestão de Times | MBA em Gestão Estratégica de Negócios
📊 28 anos de experiência
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