A Postura que se Espera de um Profissional Sênior
Por Ahlex Van Dêr
Existe um ponto essencial que o mercado precisa compreender com mais maturidade:
o nível de responsabilidade emocional, técnica e comportamental muda completamente conforme avançamos na carreira.
O profissional júnior está em formação.
Ele tem o direito — e o dever — de errar, testar, ajustar, aprender e evoluir. Ele ainda está desenvolvendo suas bases cognitivas, emocionais e profissionais. Seus deslizes fazem parte do processo.
O profissional pleno já precisa demonstrar estabilidade.
Não é mais aceitável funcionar no improviso ou na oscilação emocional. Ele precisa entregar com autonomia, consistência e responsabilidade. Ele já entende o jogo, mas ainda não ensina ninguém.
Agora, o profissional sênior…
Esse é outro universo.
Um sênior — alguém com 8 a 10 anos de mercado — precisa ser um centro de excelência.
Centro de excelência em:
- Planejamento
- Execução
- Capacidade cognitiva
- Governança emocional
- Postura profissional
- Responsabilidade
- Maturidade comportamental
- Capacidade de ensinar e deixar legado
Não dá para ser sênior tecnicamente e emocionalmente estável.
Não dá para ser sênior em experiência e arrastar migalhas em comportamento.
E esse é um problema grave do mercado atual.
Na semana passada, em uma visita recente a uma grande distribuidora de pneus, o empresário relatou que está desligando seis profissionais altamente técnicos e experientes — todos por comportamento, não por falta de capacidade.
É o mesmo cenário que tenho visto em diversas empresas do interior de SP e em grandes corporações:
o maior motivo de demissão hoje não é técnico.
É comportamental.
Como o mercado avalia a evolução de carreira?
- Competência Comportamental
(Como você reage, como se posiciona, como se relaciona, como governa suas emoções) - Competência Cultural
(Aderência à cultura da empresa, aos valores, ao estilo de execução) - Competência Técnica
(O quanto você domina o que faz) - Competência de Entrega
(Resultado, performance, consistência) - Experiência
(A bagagem, os aprendizados e as vivências acumuladas)
O mercado inteiro já compreendeu isso:
comportamento vem antes da técnica (e também do resultado).
Sem comportamento, ninguém evolui.
Sem comportamento, ninguém lidera.
Sem comportamento, ninguém deixa legado.
O papel real de cada nível
- Júnior: aprende com todos.
- Pleno: executa de forma autônoma.
- Sênior: ensina, forma outros profissionais, eleva o nível da equipe e deixa legado para ser TORNAR MAIOR E MELHOR.
E só deixa legado quem governa suas emoções, sustenta seu foco e mantém maturidade mesmo sob pressão.
As três inteligências que definem o sucesso
No meu livro “As 3 Inteligências para o Sucesso”, deixo claro que:
- Inteligência Técnica te abre portas.
- Inteligência Comportamental te mantém no jogo.
- Inteligência Estratégica te leva para o próximo nível.
O profissional que deseja crescer precisa desenvolver as três.
Mas o profissional que deseja se tornar sênior — e depois líder — precisa dominar essas três.
Mensagem Final
Ser sênior não é sobre idade.
É sobre postura.
É sobre maturidade.
É sobre capacidade de estabilizar o ambiente, elevar o time e liderar pelo exemplo.
O mercado está cheio de pessoas técnicas.
Mas faltam profissionais emocionalmente maduros, estrategicamente conscientes e comportamentalmente consistentes.
E essa diferença é exatamente o que define quem cresce…
E quem fica para trás.
O profissional sênior é, antes de tudo, alguém que escolhe evoluir todos os dias.
Ahlex Van Dêr
Diretor de Inteligência Estratégica | Grupo AVDA
Criador do IMD – Inteligência Multidimensional de Dados
Autor de As 3 Inteligências para o Sucesso
Especialista em People Analytics, Liderança e Performance
Instagram: @ahlexvanderall
LinkedIn: linkedin.com/in/ahlexvanderall
Site: www.grupoavda.com







